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Uma carta de agradecimento aos professores do Curso JusPODIVM
Sérgio Humberto de Q. Sampaio, ex-aluno.

Estou escrevendo para agradecer a grande, inestimável, ajuda a vocês que me deram para que eu fosse aprovado no concurso de Juiz Substituto do TJBA2002.

Me formei pela UCSal, em 1995/2. Não tinha idéia, então, que algum dia seguiria a carreira jurídica. Nem mesmo como advogado e cursei a faculdade absolutamente "desligado" do universo jurídico. Para não dizer que não estagiei, fiquei um semestre no Patronato de Presos e Egressos. Mas foi só.

Tranquei a faculdade mais de uma vez. Na ultima delas, fui para Porto Seguro e fiquei dois anos. Trabalhava como corretor de imóveis na imobiliária da família. Nunca sonhei que seguiria minha formação acadêmica.

Fiz a faculdade tão desgarrado, que nem a carteira de estagiário providenciei na época certa. Poderia ter acesso a ela desde os idos de 1992, mas somente em 1994 ingressei na Ordem como estagiário. Resultado, promulgaram a lei que submetia os novos advogados ao exame de ordem, e eu fui apanhado por ela.

Comecei a estudar visando a ser aprovado no exame da OAB. Livros velhos, da época da faculdade. Alguns deles, creiam-me, da faculdade de meus pais e tios. Não confiava em minha carreira jurídica para investir somas maiores comprando livros.

Fui aprovado no exame de ordem e, à minha maneira, continuei a estudar. Fiz um primeiro concurso para a magistratura, e, surpreendentemente passei na prova objetiva, superando muitos de meus velhos (e bons) colegas da UCSal. Foi meu primeiro grande incentivo. Na segunda prova, no entanto (aquela famigerada prova em que perguntaram o que era jurisdição complementar em âmbito processual penal) não tive tempo de fazer a sentença. Eram vários réus, muitas desclassificações, preliminares etc.

Fiz ainda dois concursos para o MP/BA e um para a Procuradoria do Estado da Bahia. Esbarrava sempre na segunda ou terceira fase. Não vou me justificar, perdi os concursos porque não sabia suficientemente a matéria. Mas percebi que estava precisando de uma ajuda para estudar.

Foi quando procurei o JUSPODIVM. Levado por um amigo que já fizera o curso. Cheguei a cogitar a possibilidade de fazer a escola do MP, mas no Podivm o curso era intensivo. No quadro de professores constavam nomes cuja fama eu conhecia. Salomão, Rodolfo Pamplona (esse, então, me soava tão famoso que pensei tratar-se de algum "paulista" metido); Pablo Stolze, Cristiano Chaves e Fredie Didier (reconhecia também os nomes das listas de aprovados nas primeiras colocações dos concursos - Fredie, da lista daquele dito concurso da "jurisdição complementar" no qual ele, por óbvio, vinha sendo aprovado nas primeiras colocações até que sucumbiu, no mais esdrúxulo resultado de concurso deste ou de outro planeta, na prova de sentença civil).

Quando cheguei ao Juspodivm minha auto-estima jurídica oscilava entre ser um "surpresa" (o azarão, que corre por fora), por ter sido sempre aprovado nas provas iniciais, em detrimento de colegas que, desde a faculdade, eram mais estudiosos, mas não passavam nestas provas, e ser um sujeito que estaria sempre, tão somente, "quase aprovado".

O ano de 2002 me reservou muitas agradáveis surpresas. Minha esposa engravidou. Queríamos um filho há algum tempo. Mas a responsabilidade aumentou a adrenalina e o nervosismo.

Outra boa surpresa foi o modo pelo qual vocês me receberam. As demonstrações de confiança em minha opinião foram, sem dúvida, e abaixo de DEUS, meu arcabouço emocional para continuar acreditando que seria aprovado num concurso da magistratura baiana.